Governo federal reconhece gravidade da seca em 38 municípios alagoanos
Seca afeta o semiárido

O sertão e parte do agreste de Alagoas devem voltar a receber recursos da União para enfrentar a severidade da atual seca que afeta a população do estado. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional (Sedec/MI) reconheceu nesta segunda-feira (13) a situação de emergência em 38 municípios alagoanos por causa da estiagem.

Publicado hoje no Diário Oficial da União, o decreto vale por 180 dias a partir de 9 de agosto, data da assinatura. Quando o governo federal reconhece uma situação de emergência, cada município pode pedir ajuda para suas ações de resposta – aquelas voltadas a socorro, assistência e estabelecimento de serviços essenciais – e assim solicitar recursos para a reconstrução das áreas atingidas. De janeiro a julho de 2018, o ministério havia destinado R$ 12,1 milhões a Alagoas para abastecimento emergencial.

Na visão do candidato a senador Maurício Quintella, a garantia dos recursos federais é essencial para que Alagoas enfrente uma das piores secas da sua história. “O Ministério da Integração Nacional pode ajudar na implantação de poços artesianos e na realização de obras de infraestrutura”, diz. “Essas intervenções podem fazer uma grande diferença no dia a dia do povo alagoano.”

Os 38 municípios são Água Branca, Arapiraca, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Canapi, Carneiros, Craíbas, Coité do Nóia, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Girau do Ponciano, Inhapi, Igaci, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Lagoa da Canoa, Major Izidoro, Maravilha, Mata Grande, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olho D’Água das Flores, Olho D’Água do Casado, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Pariconha, Piranhas, Poço das Trincheiras, Quebrangulo, Santana do Ipanema, São José da Tapera, Senador Rui Palmeira e Traipu.

Trinta dos 102 municípios alagoanos sofrem com seca grave ou moderada, segundo o mapa de monitoramento da cobertura vegetal do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Universidade Federal de Alagoas (Lapis/Ufal), feito a partir de imagem de satélite registrada de 22 a 27 de julho. A estiagem afeta, sobretudo, a mesorregião do sertão e parte do agreste, desde junho, que marcou o fim da estação chuvosa no semiárido.

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